XII Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia

Profissionais da Fundação Sara relataram experiências com crianças e adolescentes com câncer

Mostrar a importância da humanização do tratamento do paciente com câncer foi um dos principais objetivos do XII Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia, pela Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia – SBPO, realizado entre os dias 15 e 18 de maio, no Centro de Convenções e Hotel Dayrell, em Belo Horizonte. “O congresso tratou a estética da complementaridade com o objetivo de mostrar que cada um tem que fazer sua parte para humanizar o tratamento, com relato de profissionais de vários lugares do Brasil”, disse a presidente local da SBPO, Marília Aguiar.
As últimas edições do congresso aconteceram em São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro. Uma das novidades para a edição na capital mineira foi a participação do associado da SBPO apresentando trabalhos científicos, com três mesas, que fazem parte da grade. “Esse é o momento de conhecer as pessoas que trabalham com psico-oncologia e a oportunidade de reconhecer as ações que realizam antes não divulgadas”, explica a presidente local. “Outra novidade foi a mesa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clinica – SBOC que vai relatar casos dos pacientes curados, pois queremos ajudar os profissionais a fazer a transgressão da fase doente para o momento saudável com novo olhar, novos sonhos, atividades como o retorno ao mercado de trabalho, entre outras ações”, relata Marília.
Também teve discussão em outra mesa sobre os pacientes com câncer infanto-juvenil. Para o presidente da Fundação Sara, que trabalha no apoio ao tratamento de crianças e adolescentes com câncer em Belo Horizonte e Montes Claros, Álvaro Gaspar Costa, diz que foi “um excelente momento para discutir a doença no ambiente familiar, pois quando uma criança sofre de câncer, toda a família adoece”. Ele palestrou no evento, que contou com cerca de 500 pessoas no congresso.
Marília explicou ainda que o congresso proporcionou momentos para trocar experiências e mostrar o que dá certo ou não. “Nem tudo que a gente faz dá certo ou é bonito e é importante mostrar isso”, afirma. Marília explica ainda que, além dos profissionais que trabalham diretamente com o tratamento, como médicos, enfermeiros, psicólogos, é importante contar com a ajuda de outros profissionais e da família para que a qualidade de vida do doente seja melhor.

* Texto Ana Paula Pedrosa – jornalista e voluntária da Fundação Sara

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Data da publicação 14 de maio de 2013

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