Fundação sara e parceiros realizam palestras no dia nacional de combate ao câncer infantojuvenil
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22 de novembro de 2011

No próximo dia 23 de novembro, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, momento em que ações que colocam o tema em discussão são realizadas em várias partes do país.
Em Montes Claros, a Fundação Sara em parceria com o professor de biologia, André Ricardo Alves e com Hemocentro Regional da cidade, vai abrir espaço para debater o assunto. No dia 23, palestras serão realizadas pára alunos do Pré-vestibular do Colégio Biotécnico. Em seguida, haverá distribuição de panfletos pelas ruas do Centro. O objetivo é explicar principalmente, sobre a doação de sangue e de medula óssea.
Para a oncopediatra da Fundação Sara, Drª Eliana Cavacami, a data é para refletir. “É muito importante debater sobre o câncer infantojuvenil, principalmente se levarmos em conta a questão da mortalidade de crianças e adolescentes. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA– apontam que no Brasil, a doença é a principal causadora de mortes na faixa etária entre 05 e 18 anos. Portanto, a data deve promover reflexões acerca do tema”, afirma.
Munir as pessoas de conhecimentos é uma das formas de proporcionar reflexões. Quando se trata de medula óssea, por exemplo, a desinformação é uma barreira a ser rompida. Quem tem idade entre 18 e 55 anos, está em bom estado geral de saúde e não tem doença infecciosa transmissível pelo sangue, não tem impedimentos para se tornar um doador de medula óssea. Porém, muitas vezes, segundo o Portal Minas Saúde, o medo gerado pela desinformação é um grande impedimento.
Por sorte, o medo não impediu que um gesto de solidariedade salvasse a vida da irmã do professor de biologia, André Ricardo Alves. “Minha irmã foi diagnosticada com leucemia. No caso dela, um transplante era necessário. Graças a Deus ela fez o transplante e hoje, tem uma vida normal”, comemora. Para o doador, o transplante significa um incomodo passageiro, uma vez que é um gesto bem simples, já para quem recebe o transplante, é uma chance de vida.
Os doadores de sangue também são fundamentais durante o tratamento oncológico de crianças, adolescentes e adultos, que muitas vezes precisam receber doações de sangue, por isso o assunto também será esclarecido durante o evento. Para o professor André, “o conhecimento é uma ferramenta muito importante e, neste caso pode salvar vidas”.

Cadastro em Minas e no Brasil

O Brasil conta, hoje, com 2 milhões de doadores inscritos, de acordo com o INCA. Com esses números, o país ocupa hoje o terceiro lugar do mundo em banco de dados sobre medula óssea. Apesar disso, o número ainda é considerado baixo diante das proporções geográficas e populacionais do Brasil. Em Minas Gerais, conforme a Fundação Hemominas, foram cadastradas, de janeiro a dezembro de 2010, 41.228 pessoas em todo o estado.

Sobre a Fundação Sara

Inaugurada em 1999, a Fundação Sara Albuquerque Costa é uma entidade sem fins lucrativos que presta assistência social às crianças e adolescentes com câncer. Em pouco tempo, a Entidade tornou-se referência em todo Estado de Minas Gerais pelos serviços prestados.
A Fundação Sara já cadastrou, até o momento, mais de 500 assistidos do Estado de Minas Gerais. Com assistência integral à criança e/ou adolescente, de 0 a 17 anos, e seu respectivo acompanhante, oferecemos total apoio na realização do tratamento, em especialidades diversas, desde a odontologia à psicologia, além de assistência social, transporte, hospedagem, alimentação e auxílio na compra de medicamentos, realização de exames, entre outros.
A Entidade trabalha com oito programas de atendimentos, e um deles, “Conhecimentos que curam” promove o conhecimento como instrumento de cura. É destinado a profissionais da saúde, sociedade, assistidos e seus familiares. Neste programa, dois projetos ajudam na missão de capacitar profissionais da saúde, “Articulando o Diagnóstico Precoce” e “Centro de Estudos e Pesquisas Sara Albuquerque Costa – CESAC”.

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