Fundação Sara promove abraço na Praça da Liberdade em BH

Evento faz parte da mobilização do Dia Nacional do Retinoblastoma

Poucos sabem, mas o câncer de olho na criança tem cura se diagnosticado precocemente. “50% dos casos de retinoblastoma, tumor ocular mais comum até os 4 anos de idade, ainda são detectados tardiamente no país e a realização do teste do olhinho nas consultas pediátricas pode ajudar a reverter esse quadro”, alerta a Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer – TUCCA, que atualmente recebe pacientes de Minas Gerais para o tratamento. “Para conscientizar a população sobre o problema e mudar essa realidade, o dia 18 de setembro foi instituído como o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma”.
E para chamar a atenção para o câncer de olho e em parceria com a TUCCA na mobilização nacional, a Fundação Sara Albuquerque Costa promove um abraço escuro na Praça da Liberdade no próximo dia 17, a partir das 19hs, na véspera do Dia Nacional do Retinoblastoma. “Queremos convidar toda a comunidade a vestir de preto para esse grande abraço no cartão postal de BH. Lá, teremos os olhos vendados para demonstrar que menos de 1 minuto na escuridão incomoda uma criança, agora imagina a vida inteira? As autoridades não podem fechar os olhos para o tratamento dos nossos pequenos”, convida o diretor regional da Fundação Sara, Antônio Marcos Ferreira.
De acordo com o oncologista pediátrico, Dr. Joaquim Caetano Aguirre, é necessário mobilizar a sociedade, pois muitas crianças estão perdendo a visão e até mesmo a vida, devido ao diagnóstico tardio. “Por isso, é importante campanhas e mobilizações para a sensibilização e conhecimento do diagnóstico precoce, principalmente, ligado ao retinoblastoma”, esclarece. Ele acrescenta, ainda, que o principal sinal de alerta é um reflexo alterado no olho da criança, geralmente branco, parecido com olho de gato. Ele pode aparecer, por exemplo, quando uma foto é tirada com o flash.
O pequeno Lucas Medeiros Faria, de 1 ano e oito meses, assistido da Fundação Sara, é um exemplo dessa luta para não perder a visão completamente. A mãe, Juliete Alves Faria, percebeu o reflexo branco em um olhinho com cinco meses de idade e levou para Teófilo Otoni, a 120 quilômetros de Novo Cruzeiro, cidade natal da família, e a médica informou que poderia ser descolamento de retina. A irmã, que mora na capital mineira, estava passeando no Vale do Jequitinhonha e orientou buscar uma opinião mais detalhada em Belo Horizonte.
“Vim buscar atendimento na Santa Casa por ser reconhecida como uma referência no tratamento de olhos, os especialistas não enxergaram a olho nú o reflexo que enxerguei, fizeram um ultrassom no olho que identificou um tumor atrás do globo ocular de Lucas. Fiquei 13 dias internada na Santa Casa para bateria de exames. Em seguida, os médicos nos orientaram a buscar em São Paulo o tratamento a fim de preservar o olho do meu filho. Em São Paulo, Lucas fez o fundo de olho e identificou o tumor só em um olho mesmo e iniciamos um tratamento avançado. Infelizmente o tumor não reduziu e pra não afetar o outro olhinho foi decidido pela retirada”, relata a mãe.
De acordo com a coordenadora social da Fundação Sara, Fernanda Araújo, auxiliar as famílias para o tratamento em São Paulo é uma rotina na Fundação Sara, “só este ano custeamos passagens para 4 crianças e seria muito importante até para adesão ao tratamento ter um centro especializado em Belo Horizonte”, informa a assistente social da entidade.

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Data da publicação 13 de setembro de 2013

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