Ana Paula Pedrosa - jornalista

Nos últimos anos, tenho aprendido muito na Fundação Sara Albuquerque Costa, conversando com voluntários, pais, médicos e, principalmente, aprendendo com o sorriso dos pequenos. É um trabalho voluntário no qual a maior beneficiada sou eu. Sempre que saio da Fundação, penso duas coisas. A primeira é que eu deveria ir mais lá. A segunda é que se eu tenho uma filha saudável em casa, não tenho problema nenhum na vida, no máximo algumas preocupações.

"É triste", é a primeira reação de todo mundo. Sim, é triste. Mas pode ser menos triste, menos doloroso. E pode ter cura. A estimativa é que 80% dos casos possam ser curados, se o diagnóstico for rápido. E esse é o grande problema: os sinais e sintomas podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças comuns da infância (até com os das viroses) e, em muitos casos, nem os médicos estão preparados para diferenciá-los, porque a oncologia pediátrica não é cadeira obrigatória nas escolas de saúde. Outra particularidade do câncer infantil é que não há prevenção. Por isso, só é possível fazer algo a partir do diagnóstico.

Para jogar luz sobre todas essas questões, criou-se a campanha Novembro Dourado, da qual tenho a honra de ser uma das madrinhas, a convide da Fundação Sara. O que queremos é levar informação ao maior número de pessoas, onde elas estiverem. Se cada um fizer um pouquinho, tudo pode ficar melhor e mais leve.




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